11.6.07

Buraco negro

Se eu pudesse definir, diria que esses são os tempos do Halls de Melancia.

Uns odeiam, eu adoro. É adocicado, como poucas coisas têm sido ultimamente. O mundo ao meu redor anda feio, sujo, triste. Muito triste.

Acredito que as pessoas confundem bastante o verdadeiro significado do termo ‘alegria’. Para mim, várias atitudes tidas como alegres são tão... melancólicas. Basta se esforçar apenas um pouco para ver que, por traz delas, reside o vazio. Vazio que, a cada dia, parece invadir mais e mais a mim, o outro, o conjunto formado por nós todos e, afinal, tudo.

Em alguns momentos, parece que esse buraco negro vai me engolir. Em outros, pego-me a pensar se ele é ilusão da minha mente ou se somente eu o percebo.

Será que esse vazio é causado pela diminuição evidente não da camada de ozônio, mas da camada de consciência? Ela é cada vez mais rarefeita. Censora do caráter, algoz dos maus atos, ela está fraca.

Talvez a minha consciência deva se unir à do mundo, antes que eu esteja fora dele. Talvez ela deva ficar também fina, se desvanecendo. Seria uma ótima alternativa para diminuir essa dor que, muitas vezes, se torna inerente ao viver.

No player mental
The Killers – Read My Mind

1 comentários:

Rosilene Biacchi disse...

Oi Dri... não sei se vai lembrar de mim, a Rosi que fez estágio no jornal...garimpei e achei seu blog...adorei os textos..me diverti com "Inquietude"..lembrei de vc dançando ao atender o tel na redação...comédia cada vez que vc atendia o tel. Sinto muita saudade de vc...espero que tudo esteja caminhando ...sempre que der dou uma passada por aqui...mil abraços...fica com Deus.