Se meu blog falasse sozinho, sem a minha interferência, certamente diria:
- Você só lembra que eu existo quando está arrasado, Adriano. Quando está feliz, sequer passa para ver como estou.
Caso isso acontecesse, restaria a mim responder:
- Tem razão, meu caro.
Aqui estou eu de novo. Quebrado.
Mas ah! Aqui estou eu, vivo. Cheio de esperanças novas, de vontade de enterrar as frustrações, de empurrar os medos ladeira abaixo. Cercado de amigos que, sim, me amam, membro de uma família linda.
Se eu morresse hoje, não levaria para o crematório nenhum arrependimento. Dei a meus amigos tudo o que podia da minha amizade, aos meus amores muito além do que poderia dar em sã consciência.
Eu vivo, sou vivo. Sei ou não sei, quero ou não quero. Incertezas não fazem parte de mim, e espero que nunca façam.
Muitas vezes me vejo sem rumo: e agora é uma delas. Mas o passado me mostrou que sempre há um caminho para onde seguir. Que a gente nada perde em ser honesto, em ser sincero. em, sobretudo, respeitar a si mesmo.
Aprendi recentemente que não devemos tentar conhecer as pessoas. Ou melhor, não devo (no singular). A minha busca deve ser a de conhecer a mim mesmo e, com isso, pautar a minha relação com o mundo.
O que ele, o mundo, reserva para mim? Não sei e, para ser bem sincero, prefiro nem saber. Acredito que a vida sabe o que eu já passei, o que andei passando. Sabe o que preciso passar. Sabe o que eu mereço e, consciente de tudo isso, sabe bem o que vai me dar.
E toda vez que as coisas não derem certo,
I get high with a little help from my friends.
10.12.07
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